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Respire fundo. Vai começar a melhor viagem de sua vida! Não, sério. Respire fundo de verdade. É que na Cordilheira dos Andes ou no Deserto do Atacama o ar é um pouco rarefeito. Mas nem precisa se preocupar. Todo mundo se acostuma rapidinho. Descubra agora como evitar o mal de altitude.

O chamado “mal de altitude” é um mal estar que algumas pessoas sentem quando estão em regiões muito acima do nível do mar. É o caso, por exemplo, da estação de esqui de Valle Nevado, na Cordilheira dos Andes. A estação fica entre 2.900 metros e 3.000 metros acima do nível do mar.

O deserto do Atacama também está lá no alto. Sua altitude varia entre 2.300 metros acima do nível do mar (em San Pedro de Atacama) até os 4.300 metros nos gêiseres del Tatio. A título de comparação, São Paulo está a apenas 760 metros acima do nível do mar.

O resultado é que algumas pessoas (cerca de 20% dos visitantes) podem sofrer do mal de altitude nos dois primeiros dias na Cordilheira dos Andes ou no deserto do Atacama. Os sintomas mais comuns são enjoo, tontura e uma leve dor de cabeça. Não é nada grave.

Uma curiosidade é que condição física significa muito pouco quando se trata de mal de altitude. Já houve jovens em ótima forma com excelente capacidade cardiorrespiratória que sentiram o mal estar, enquanto que idosos fora de forma não sentiram nada, nas mesmas condições.

De uma forma ou de outra, vale a pena dar uma forcinha ao nosso corpo e tomar alguns cuidados antes de ir para locais de grande altitude. Confira algumas dicas.

 

Como evitar o mal de altitude

 

  • Reserve os primeiros dias para programas leves

Nos primeiros dias após chegar ao Chile, faça um roteiro leve. Prefira caminhar pelo centro histórico de Santiago ou conhecer seus belos parques. Quem sabe fazer algumas comprinhas e ir às praias de Viña del Mar e Valparaíso?

Já está no deserto do Atacama? Sem problema. San Pedro de Atacama, considerada a capital do deserto, é ao mesmo tempo rústica e acolhedora. Aproveite os primeiros dois dias para conhecer a cidade e seus ótimos restaurantes e belos pontos turísticos.

 

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  • Pegue leve na bebida e na comida

Nos passeios em grandes altitudes, prepare-se na véspera. Evite bebidas alcoólicas.

O efeito de uma taça de vinho é dobrado acima dos 2.500 metros. Beba bastante água e coma apenas comida leve. Afinal, um dos efeitos do mal de altitude é a letargia. Uma barriguinha cheia não vai ajudar em nada a superar isso.

 

  • Conte com a ajuda da medicina

Algumas pessoas dizem que remédios homeopáticos também ajudam. Nesse caso, o ideal é começar a ingeri-los um mês antes da viagem.

Mas como somos especialistas em turismo e não em medicina, fica a dica: melhor perguntar a um médico. Até porque a comunidade científica ainda não chegou a um consenso sobre a eficácia desse ramo da medicina.

Se o mal-estar atacar, use os mesmos remédios que você usava no Brasil para combater sintomas como enjoo e dor de cabeça.

 

  • Conte com a ajuda da natureza

Por falar em remédios naturais, aqui vai uma dica maravilhosa. No deserto do Atacama, a melhor maneira de evitar o mal de altitude é beber um chá de rica-rica, uma planta local. A bebida, por sinal, faz parte da cultura da região altiplânica.

Dizem que a rica-rica cura tontura, enjoo e dor de cabeça. Além disso, possui efeito calmante e é ótimo para problemas estomacais ou intestinais. Seu cheiro e sabor são bem fortes. Caso não goste de chá, faça uma bebida com água gelada e muitas folhas da planta.

Já que estamos falando de chá, os menos conservadores podem também recorrer ao chá de coca. Sim, essa planta que serve para fazer entorpecentes também pode ajudar a combater o mal de altitude.

Essa também é uma planta altiplânica e, ao contrário do que muitos pensam, não é alucinógena quando ingerida em sua forma natural. Vale tanto beber seu chá como mastigar suas folhas.

Mas atenção: a venda da folha de coca é permitida no deserto do Atacama, mas é PROIBIDA em Santiago. Aliás, no Atacama o chá de coca é muito popular e há quem faça uso diário da polêmica planta em estado natural.

 

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  • Não fume

Por fim, a última dica é não fumar. Afinal, o pulmão já estará fazendo um esforço extra para absorver o oxigênio disponível. A fumaça do cigarro não ajudaria em nada, muito pelo contrário.

 


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‘Devo me preocupar com as crianças’?

Crianças e idosos devem tomar os mesmos cuidados tomados pelos adultos. Na verdade, para as crianças é até mais fácil evitar o mal de altitude. O metabolismo delas é melhor e mais rápido que o de seus pais e avós.

Provavelmente elas não vão nem perceber que houve uma mudança de altitude. Já para os idosos a recomendação é evitar esforço físico e fazer pausas estratégicas sempre que se sentirem cansados. No mais, é só curtir a viagem.

O mal de altitude existe, mas é apenas um inconveniente durante a viagem. Com alguns cuidados básicos é possível driblá-lo e curtir as férias sem preocupação.

Agora que tal colocar essas dicas à prova? Você já conhece o Deserto do Atacama? Surpreenda-se com este destino extraordinário. Veja os passeios disponíveis.

 

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